
HÉLIO ROLA/ ARTISTA CEARENSE
Democracia e Direitos Humanos são obras de arte do conviver
"Maturaneando" "...estamos imersos em uma cultura cientificista que busca argumentos racionais para tudo em circunstâncias em que existem muitas ações que não possuem fundamento racional e sim emocional. A democracia não tem uma justificativa racional... Se queremos que todos façam como queremos é mais lógico uma ditadura. Assim podemos transformar cada ser humano em uma máquina produtiva, funcional, e produzir o que desejamos produzir. Ao contrário, se queremos fazê-lo democraticamente tem que haver conversa, acordo, cometer erros e corrigi-los ...por isso a democracia é uma obra de arte, do conversar, do equivocar-se e do ser capaz de refletir sobre o mérito do que se fez... A democracia é um projeto de convivência que se configura momento a momento, e não é um âmbito de luta, (não é uma luta de classes como também pensam os anarquistas, quem diria) e não se chega democraticamente ao poder. Não existe poder. E enquanto pensamos que o que está em jogo é uma luta pelo poder, daí somente vamos criar dinâmicas tirânicas e passaremos de uma pequena tirania a outra pequena tirania... ( os grupos de pressão, meios-de-vida, com seus ideários políticos?) Os direitos humanos são também uma obra de arte, porém, nós falamos como se eles fossem coisas constitutivas e não como obras de arte que surgem na convivência, na qual a razão nem a força sejam tidos como instumentos para obrigar ... Os direitos humanos não são próprios, constitutivos, da pessoa humana. Os direitos humanos são expressão de uma intenção de convivência, são expressão do que se quer viver enquanto se vive esse viver..." (Curioso isso, não?)
Considerando que errar não é humano, que errar é biológico e humano é refletir e remover o erro, se houver, Humberto Maturana , um neurobiólogo chileno adicionou à Declaração dos Direitos Humanos, subscrita pela Nações Unidas, que contém trinta direitos, o direito de mudar de opinião e o direito de errar. Seus alunos adicionaram o direito de ir-se que é um direito fundamental que, em decorrência, implica o direito de voltar...
Enfim e então?
Como diz Michel Serres, devemos abolir a pena de morte também para a luta de classes. Sem luta de classes que humanidade seria essa? A época do herói há de ter um fim? Uma boa pergunta para filosofarmos sobre o que para muita gente é um firme e rendoso ganha-pão, garantido de pai para filho sob a desculpa de eleição...legendas e lendas.
Apanhado de ditos de Humberto Maturana no livro La Democracia Es Una Obra de ARTE Bogotá
Rolanotas em azul
Saudações da pARTE do Hélio Rôla
Fortaleza é nossa debilidade
Bloger RolaNet Galéria de Arte - OPOVO
Escrito por ><°>, o outro porta voz às 21h38
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