Meu perfil
BRASIL, Nordeste, TERESINA, MOCAMBINHO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Música, Arte e cultura
MSN -




Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 penapicinês
 jenipapoirado
 eliaspazesilva
 oficinadapalavra
 lin
 orlando
 fred svendsen
 gallas&mayer
 ricardosoares
 guariba
 albertpiaui
 paulo moura
 flávio calazans
 edgar franco
 manoel de moura
 airton sampaio
 deacordocom
 solda
 emerson
 olharpiaui
 portaldosertão
 HIPERFOLIUM
 oficina da palavra
 piauinauta
 kenard kaverna
 bitorocara




setcuia
 


 

título: habitado, ast, 150/130cm, 2009

 

  

O que essa imagem tem em comum com kandinsky, maiakosvski ou soljenitsine, diria que muito pouco se não levasse em questão a representação da arte como objeto de discussão e reflexão para alguns temas. Aqui, oportunamente me ocorre o realismo socialista. Embora, essa pintura, penso eu, não comporte esse triste emblema, por isso esteja aqui, junto com esse insignificante discurso. Talvez por ter, essa tela, um apelo temático sobre habitação, tentei vendê-la a instituição ADH, antiga COHAB que depois de apreciada por seus membros, foi recusada, como seria de legítimo direito, pois não se trata de imposição, mesmo porque o fenômeno estético habita a relação entre sujeito e objeto, e a possibilidade de rejeição é perfeitamente compreensiva, fato não fosse a justificativa de lastimável pretensão. A imagem se trataria, na compreensão deles, de uma favela e que isso não ficaria bem e nem é o objetivo da empresa, como se a instituição fosse um templo onde certas imagens são maléficas. Penso na limitação estética de nossa esquerda, digo assim, porque sabemos que são homens de nossa esquerda ideológica que gerenciam a instituição, e esse é um comentário retórico típico desse pensamento. Quando kandisnk saiu da Rússia, fugia desse tipo de pensamento desse pensamento totalitário chamado realismo-socialista que tinha como ponto indiscutível a estética de seus artistas a serviço do regime. Fico imaginando como um equívoco assim sobrevive tanto tempo, mesmo depois de tanta demonstração de sua intolerância. Parece que de nada valeu o esforço de pensadores, até de sua própria corporação marxista, como Walter Benjamin, em tentar fazer seus patrícios compreenderem que a arte não existe apenas pela natureza semântica, temática, não é apenas conteúdo, existe o fenômeno estético, e este habita uma relação onde um dos elementos envolvido é o humano, portanto, emocional, sensorial não cartesiano e que a arte como natureza libertária não está a serviço de nenhum pensamento. Mesmo que essa imagem traga a força do tema, habitação, não traz o óbvio, respostas, soluções. A arte não responde, pergunta. Infelizmente o que queriam era uma ilustração da instituição, isso não fui e nem serei capaz de fazer.

antônio amaral

 

 



Escrito por ><°>, o outro porta voz às 23h18
[] [envie esta mensagem
] []





 

 

titulo ciranda desafinada

categoria livro infantil

autores cineas santos e antônio amaral

editora escala

 

 

cochichos

 

 

- De que vive o beija-flor?

- De beijar, responde a flor.

- Isso não tem cabimento,

protesta, irritado, o vento.

- Isso não é profissão,

murmura, baixinho, o chão.

E a sorrir, explica a flor:

- Quem beija vive de amor.

 

 

cineas santos

 



Escrito por ><°>, o outro porta voz às 12h46
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]